Este texto é educativo e não substitui uma consulta profissional.
Você já percebeu que, depois de um choro intenso ou de uma emoção forte, o corpo solta duas inspirações seguidas antes de expirar? Esse movimento tem nome, suspiro fisiológico, e é um jeito que o próprio corpo tem de se reajustar. A pesquisadora Elke Vlemincx, da Universidade de Leuven, na Bélgica, observou que a gente suspira mais justamente nos momentos de alívio, quando o corpo está saindo do estresse.
Expirações longas e lentas ajudam a ativar o sistema nervoso parassimpático, responsável por desacelerar o corpo. No suspiro fisiológico, as duas inspirações reabrem os alvéolos dos pulmões e a expiração longa ajuda o corpo a eliminar o excesso de gás carbônico, sinalizando ao sistema nervoso que é hora de desacelerar. Na psicologia, usamos esse recurso para interromper o ciclo de pensamentos acelerados e retomar o controle da fisiologia no momento.
Como aplicar a técnica agora mesmo
- Inspire profundamente pelo nariz.
- Sem soltar o ar, faça mais uma inspiração curta, como um pequeno “pulo” no final da primeira.
- Expire devagar e por completo pela boca, numa expiração bem mais longa que as inspirações.
Repetir esse ciclo algumas vezes costuma ser suficiente para notar o peito relaxar e a mente ganhar clareza.
A respiração ajuda a regular a intensidade do momento. Quando a ansiedade é antiga e volta sempre, vale olhar para a origem dela, e a hipnoterapia pode ajudar nesse caminho.
Se a respiração ajuda na hora mas a ansiedade sempre volta, veja como a psicoterapia pode ir mais fundo.
Vamos descobrir juntas o que está travando o seu caminho?
Se você sente que está cansada de se sentir refém do estresse e quer aprender a usar a sua própria biologia a seu favor, eu adoraria te acompanhar nessa jornada de descoberta.
Ou conheça mais sobre o meu trabalho em: www.julianapupo.com.br.
Referências bibliográficas
LI, P. et al. The peptidergic control circuit for sighing. Nature, v. 530, n. 7590, p. 293-297, 2016.
VLEMINCX, E. et al. Why do you sigh? Sigh rate during induced stress and relief. Psychophysiology, v. 46, n. 5, p. 1005-1013, 2009.






