Talvez você esteja cansada de se sentir cansada.
Cansada de acordar já pesada e de sorrir enquanto, por dentro, se segura com as duas mãos. Cansada de saber o que deveria fazer e travar justamente quando mais precisa.
Eu conheço esse lugar por dentro, do jeito de quem viveu e ainda aprende com ele todos os dias.
O que o meu corpo me ensinou
Desde criança carrego a ansiedade comigo. No início ela nem tinha nome, era só uma tensão de fundo que ninguém ao meu redor parecia sentir da mesma forma (e acho que nem eu sentia). Fui aprendendo a funcionar com ela, a ser produtiva apesar dela, a parecer inteira quando por dentro estava em alerta permanente.
Aos 23 anos, tive um AVC. A vida parou de um jeito impossível de ignorar. O AVC não foi causado pela ansiedade, mas aquele momento me mostrou com clareza algo que eu já sabia e preferia não ver: eu era ansiosa, controladora à minha maneira, e isso não ia mudar só porque eu decidisse que devia mudar. Foi um período difícil.
Passei anos em tratamento clássico: terapia verbal, respiração, meditação, técnicas que fazem todo sentido na teoria. E elas funcionavam, até certo ponto. Por baixo de toda a organização que eu conseguia criar conscientemente, alguma coisa continuava ali. O meu corpo tinha memória própria e seguia no ritmo dele, fosse qual fosse o recado que a minha cabeça tentava mandar.
A hipnose chegou pela porta do trabalho. Depois de alguns anos afastada da clínica, voltei a atender e senti falta de uma ferramenta que ampliasse o que eu conseguia oferecer. Foi um colega que sugeriu um curso de hipnose, e eu entrei pensando nos meus pacientes.
O que descobri ali mudou a forma como eu trabalho e, com o tempo, a forma como entendo o meu próprio sistema nervoso.
O que aprendi que ninguém tinha me ensinado
Passei anos tratando a ansiedade como inimiga, quando o que ela pedia era escuta. Foi quando mudei esse olhar que as coisas começaram a se mexer.
Foi lendo Bessel van der Kolk que encontrei palavras para o que eu sentia havia décadas. O corpo guarda o registro do que viveu, muitas vezes longe da lembrança consciente, e continua reagindo a esse registro mesmo quando a vida já mudou. Eu podia estar num lugar seguro, sabendo disso com toda a clareza, e o meu corpo seguia de prontidão. Hoje enxergo nisso a tentativa de um sistema nervoso inteligente de me proteger com as ferramentas que tinha.
Quando isso deixou de ser teoria e virou experiência no corpo, algo se reorganizou em mim. Na hipnose encontrei um caminho que conversa com essa camada mais antiga, oferecendo ao corpo outras respostas e outras maneiras de se sentir seguro, sem depender de convencer a razão.
Saber tudo isso não resolve sozinho, mas transforma a relação com o que você sente. A ansiedade deixa de ser um defeito seu e passa a ser uma resposta que o sistema nervoso aprendeu, provavelmente muito cedo, para te proteger de algo que era realmente difícil naquele momento.
O que acontece quando você para de brigar
O maior alívio que já senti veio de perceber que o meu esgotamento nascia da necessidade de controlar tudo na minha vida. Pausar, que antes me parecia fraqueza, virou o gesto mais corajoso que eu podia ter comigo.
Esse caminho não é reto. Tem dias em que o sistema nervoso ainda puxa para o padrão antigo. A diferença é que hoje eu reconheço o que está acontecendo, e esse reconhecimento me devolve a escolha. Em vez de lutar contra mim mesma, eu escuto.
É esse caminho que acompanho nas pessoas com quem trabalho, como alguém que conhece o percurso por dentro e ainda está nele, sem linha de chegada.
O que faço aqui
Meu trabalho é criar um espaço seguro para você entender o que está por baixo da ansiedade. Você não está quebrada, e ninguém aqui vai tentar te consertar.
O que eu faço é ajudar o seu sistema nervoso a perceber que hoje é diferente de ontem. Que você pode estar segura sem precisar estar no controle.
Escolhi a hipnose porque ela respeita o tempo e a sabedoria do seu corpo e abre novas possibilidades sem forçar mudanças que o consciente já tentou fazer sozinho.
Com carinho,
Ju Pupo
Psicóloga e Hipnoterapeuta





