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Juliana Pupo | Psicóloga e Hipnoterapeuta para saúde e equilíbrio emocional

Como Controlar a Ansiedade e a Sensação de Estar Perdido

O que está acontecendo no seu sistema nervoso quando você perde o eixo da própria vida.

Você está fazendo as coisas acordando, trabalhando, cumprindo. Mas em algum lugar dentro disso, a sensação é de que está andando sem mapa, sem saber exatamente para onde está indo. Nada está necessariamente errado, e ao mesmo tempo nada parece estar no lugar. E quanto mais tempo passa nesse estado, mais forte fica aquela impressão de estar atrasada em relação à sua própria vida.

No consultório, esta é uma queixa recorrente de pessoas que são extremamente capazes, competentes, chegando com essa mesma sensação de vazio, aquele desconforto de não saber qual é o próximo passo. O que acontece é que quando você perde o seu eixo, o cérebro entra em modo de alerta. Ele interpreta a falta de direção como ameaça, como algo que precisa ser resolvido urgentemente, e essa urgência só aumenta a confusão.

O que está acontecendo no seu sistema nervoso

O sistema nervoso autônomo (SNA) avalia o ambiente de forma contínua e automática, bem antes de qualquer pensamento consciente. Quando você não consegue enxergar claramente o caminho à frente, essa avaliação interpreta a desorientação como sinal de ameaça. O sistema mobiliza recursos para encontrar uma saída, o que paradoxalmente consome exatamente a capacidade cognitiva que você precisaria para pensar com clareza sobre o que está vivendo.

Nesse estado, o cérebro funciona de forma diferente. A parte que planeja, que organiza, que consegue ver o quadro geral, fica menos ativa, enquanto a parte que reage e processa ameaças toma conta. Você tenta forçar respostas lógicas mas não consegue, e isso gera mais frustração sobre uma situação que já está difícil o suficiente.

O que funciona antes de qualquer técnica

Quando você está perdida, tentar produzir mais, forçar soluções e intensificar o ritmo só aumenta aquela sensação de descontrole. O corpo precisa de um sinal real de que está seguro antes de conseguir pensar com clareza.

Sugiro que você interrompa o que está fazendo por alguns minutos, nada mais. Sinta seus pés completamente apoiados no chão. Inspire pelo nariz contando quatro, segure dois, expire pela boca contando seis. Dessa forma o corpo se comunica com o sistema nervoso, avisando que o momento agora é de pausa, não de fuga.

Quando aquele ritmo desacelera um pouco, faça uma pergunta gentil a si mesma, não a pergunta urgente e crítica de sempre, mas uma diferente: “O que, neste exato momento, está pedindo um pouco mais da minha atenção?” Não force uma resposta racional. Deixe que venha do corpo, das sensações, da intuição. Às vezes você descobre que está pedindo descanso. Às vezes, uma conversa com alguém. Às vezes, permissão para não ter tudo resolvido agora.

Essa é a porta de entrada para a clareza: escutar o corpo primeiro, antes de tentar pensar mais.

Quando a desorientação é crônica

Se você carrega essa sensação há meses, se já tentou várias coisas e nada traz aquele sentimento de estar ancorada, isso merece mais do que técnicas pontuais. Quando a desorientação é profunda e você não consegue enxergar seu próprio caminho mesmo com paciência, você precisa de alguém que ajude a reorganizar como seu sistema nervoso interpreta o que está vivendo.

A hipnoterapia ericksoniana funciona exatamente aí. Ela acessa a forma como você construiu sua narrativa de estar perdida e oferece novas possibilidades de se compreender e se posicionar, de recuperar a confiança no próprio rumo e reconhecer os sinais que já estão à sua frente. Você consegue enxergar as próximas etapas mesmo quando o horizonte ainda está embaçado. Fica muito mais leve quando você tem alguém para caminhar junto nessa descoberta.

Se você se reconhece aqui

Se a sensação de estar perdida já tomou conta demais do seu espaço interno e você quer recuperar a clareza, eu adoraria te acompanhar nessa jornada de descoberta.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. 5. ed. text rev. Washington: APA, 2022.

DANA, D. A Teoria Polivagal na Terapia. Porto Alegre: Artmed, 2019.

DAMASIO, A. O Erro de Descartes. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

KABAT-ZINN, J. Full Catastrophe Living. New York: Bantam Books, 2013.

SIEGEL, D. J. The Developing Mind. New York: Guilford Press, 2012.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. CID-11. Geneva: WHO, 2022.

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