Xô, ansiedade!

Eu tenho crise de ansiedade. Sei o que fazer, mas não faço.

Se você entende tudo sobre ansiedade, mas ainda se sente presa no mesmo ciclo, esse texto é pra você.

Se você também pensa “eu tenho crise de ansiedade”, mas sente que não consegue colocar em prática o que aprendeu, eu te entendo profundamente.

Saber o que fazer e ainda assim não conseguir é um dos maiores motivos de frustração para quem vive com ansiedade.

Você entende os gatilhos, conhece as técnicas de respiração, até tenta meditar… mas na hora em que a ansiedade aparece, parece que o corpo trava e a mente entra em modo automático.
É como se uma parte de você dissesse: “vai passar”, e outra gritasse: “não vai dar conta!”

Por que é tão difícil agir quando eu tenho crise de ansiedade?

A verdade é que o cérebro ansioso funciona em modo de sobrevivência.
Durante a crise, o sistema nervoso ativa respostas automáticas de luta, fuga ou congelamento e o corpo libera cortisol e adrenalina, hormônios que te colocam em estado de alerta.
Por isso, mesmo sabendo o que fazer, você não consegue aplicar.
A razão se desconecta da ação.

Mas isso não é falta de força de vontade. É o corpo tentando te proteger, só que da forma errada.

Quando a frustração vira mais um gatilho

Depois da crise, vem o arrependimento:
“Por que eu não consegui respirar?”
“Por que eu deixei isso me dominar de novo?”

E essa autocrítica constante só aumenta a tensão.
É aqui que entra um ponto essencial: aprender a se acolher também faz parte do processo de controle da ansiedade.
A disciplina emocional não nasce da cobrança, mas da compreensão do próprio limite.

Como lidar melhor com as crises de ansiedade

Existem caminhos reais e possíveis.
Aqui vão algumas estratégias que ajudam a reduzir o impacto das crises:

  1. Respire com consciência. Mesmo que pareça simples, o foco na respiração ajuda o cérebro a se reorganizar.
  2. Acolha o que sente. Resistir à ansiedade aumenta a tensão. Observe com curiosidade, não com julgamento.
  3. Crie pequenas rotinas. A disciplina emocional nasce dos micro-hábitos, não da perfeição.
  4. Busque apoio profissional. Um psicólogo pode te ajudar a compreender os gatilhos, enquanto a hipnoterapia clínica auxilia na regulação emocional e na reprogramação de respostas automáticas.

Você não está sozinha nesse processo

Saber o que fazer e não conseguir fazer não significa fracasso, significa que o seu corpo precisa de cuidado, não de cobrança.
Com o tempo, prática e suporte certo, você vai perceber que consegue retomar o controle.

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Referências bibliográficas:

  • American Psychiatric Association (APA). (2013). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5).
  • Beck, A. T. (1979). Cognitive Therapy and the Emotional Disorders. Penguin Books.
  • Huberman, A. (2023). Tools for Managing Stress & Anxiety. Huberman Lab Podcast.
  • Leahy, R. L. (2017). Livre de Ansiedade. Artmed.
  • Siegel, D. J. (2012). The Developing Mind: How Relationships and the Brain Interact to Shape Who We Are. Guilford Press.

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