Se você entende tudo sobre ansiedade, mas ainda se sente presa no mesmo ciclo, esse texto é pra você.
Se você também pensa “eu tenho crise de ansiedade”, mas sente que não consegue colocar em prática o que aprendeu, eu te entendo profundamente.
Saber o que fazer e ainda assim não conseguir é um dos maiores motivos de frustração para quem vive com ansiedade.
Você entende os gatilhos, conhece as técnicas de respiração, até tenta meditar… mas na hora em que a ansiedade aparece, parece que o corpo trava e a mente entra em modo automático.
É como se uma parte de você dissesse: “vai passar”, e outra gritasse: “não vai dar conta!”
Por que é tão difícil agir quando eu tenho crise de ansiedade?
A verdade é que o cérebro ansioso funciona em modo de sobrevivência.
Durante a crise, o sistema nervoso ativa respostas automáticas de luta, fuga ou congelamento e o corpo libera cortisol e adrenalina, hormônios que te colocam em estado de alerta.
Por isso, mesmo sabendo o que fazer, você não consegue aplicar.
A razão se desconecta da ação.
Mas isso não é falta de força de vontade. É o corpo tentando te proteger, só que da forma errada.
Quando a frustração vira mais um gatilho
Depois da crise, vem o arrependimento:
“Por que eu não consegui respirar?”
“Por que eu deixei isso me dominar de novo?”
E essa autocrítica constante só aumenta a tensão.
É aqui que entra um ponto essencial: aprender a se acolher também faz parte do processo de controle da ansiedade.
A disciplina emocional não nasce da cobrança, mas da compreensão do próprio limite.
Como lidar melhor com as crises de ansiedade
Existem caminhos reais e possíveis.
Aqui vão algumas estratégias que ajudam a reduzir o impacto das crises:
- Respire com consciência. Mesmo que pareça simples, o foco na respiração ajuda o cérebro a se reorganizar.
- Acolha o que sente. Resistir à ansiedade aumenta a tensão. Observe com curiosidade, não com julgamento.
- Crie pequenas rotinas. A disciplina emocional nasce dos micro-hábitos, não da perfeição.
- Busque apoio profissional. Um psicólogo pode te ajudar a compreender os gatilhos, enquanto a hipnoterapia clínica auxilia na regulação emocional e na reprogramação de respostas automáticas.
Você não está sozinha nesse processo
Saber o que fazer e não conseguir fazer não significa fracasso, significa que o seu corpo precisa de cuidado, não de cobrança.
Com o tempo, prática e suporte certo, você vai perceber que consegue retomar o controle.
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Referências bibliográficas:
- American Psychiatric Association (APA). (2013). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5).
- Beck, A. T. (1979). Cognitive Therapy and the Emotional Disorders. Penguin Books.
- Huberman, A. (2023). Tools for Managing Stress & Anxiety. Huberman Lab Podcast.
- Leahy, R. L. (2017). Livre de Ansiedade. Artmed.
- Siegel, D. J. (2012). The Developing Mind: How Relationships and the Brain Interact to Shape Who We Are. Guilford Press.




