Compreender as travas do nosso sistema nervoso é o primeiro passo para a autocompaixão. Este texto tem fins educativos e não substitui a consulta profissional.
Sabe quando você estuda todas as técnicas de respiração, entende seus gatilhos e sabe que “é só uma crise”, mas, na hora que o peito aperta, o corpo simplesmente trava? Essa distância entre o que a gente sabe e o que a gente consegue fazer gera uma frustração enorme.
Se você já se sentiu assim, entenda que não é falta de força de vontade. Existe um “curto-circuito” biológico que a neurociência explica muito bem: em um pico de ansiedade, o cérebro entra em modo de sobrevivência total. O córtex pré-frontal (onde mora a sua lógica) “sai do ar” para que a amígdala (o seu alarme de perigo) assuma o controle. É por isso que a razão se desconecta da ação: seu corpo está ocupado demais tentando te proteger de uma ameaça que ele acredita ser real.
Mudar esse padrão exige mais do que apenas força bruta. É aqui que entra o papel da psicologia e de ferramentas como a hipnoterapia. Em vez de tentar “lutar” contra a crise usando a lógica que está desligada no momento, trabalhamos para reprogramar essas respostas automáticas do sistema nervoso, facilitando o acesso à calma quando você mais precisar.
Pequenos passos para lidar com o travamento:
- Foco no Micro: Não tente “resolver” a crise. Tente apenas uma única exalação longa. O simples foco no ar começa a avisar o cérebro que o perigo passou.
- Curiosidade em vez de Julgamento: Em vez de se punir por estar ansiosa, observe a sensação física. “Meu coração está acelerado”. Nomear o que acontece diminui o peso da experiência.
- Segurança se constrói na calmaria: A regulação emocional é treinada nos dias bons, através de rotinas que sinalizam previsibilidade.
Saber o que fazer e não conseguir não é um fracasso; é apenas um sinal de que o seu sistema de alerta está sensível demais.
Vamos descobrir juntas o que está travando o seu caminho?
Se você está cansada de se sentir refém dessas crises que não te deixam agir, eu adoraria te ajudar a encontrar um novo ritmo de segurança e clareza.
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Ou conheça mais sobre o projeto “Xô, ansiedade!” em: www.julianapupo.com.br
Referências bibliográficas:
- American Psychiatric Association (APA). (2013). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5).
- Beck, A. T. (1979). Cognitive Therapy and the Emotional Disorders. Penguin Books.
- Huberman, A. (2023). Tools for Managing Stress & Anxiety. Huberman Lab Podcast.
- Leahy, R. L. (2017). Livre de Ansiedade. Artmed.
- Siegel, D. J. (2012). The Developing Mind: How Relationships and the Brain Interact to Shape Who We Are. Guilford Press.




